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O que é estenose de carótida?
Estenose da artéria carótida significa um estreitamento da luz da artéria com consequente dificuldade de passagem de sangue em direção ao cérebro. A causa da estenose geralmente é a aterosclerose mas pode ser decorrente de outras causas como dissecção, displasia fibromuscular, arterite de Takayasu, traumatismo cervical, arterite por radiação e infecção da carótida.

A estenose por aterosclerose é causada por uma zona de acúmulo de gorduras na parede da artéria que além de estreitar a luz do vaso causam liberação de resíduos na circulação sanguínea (embolismo) em direção ao cérebro.No caso da estenose por aterosclerose os sintomas dependem menos do grau de estreitamento e mais do tipo de placa gordurosa que libera resíduos na circulação.

Sintomas:
A progressão da doença é silenciosa e o primeiro sintoma pode ser uma isquemia cerebral de pequena proporção como cegueira transitória em um olho, dificuldade de fala ou diminuição da força em um lado do corpo. Mesmo que estes sintomas sejam transitórios e durem poucas horas você deve procurar um serviço de emergência imediatamente porque pode ser um sinal de que um derrame de grandes proporções poderá acontecer a qualquer momento.

Quando se deve tratar a estenose da carótida:
A prática clínica demonstra que se a carótida apresenta pelo menos 50% de sua luz ocluída e o paciente apresentou sintomas neurológicos o tratamento está indicado para prevenir novos sintomas.
Nestas concições, pacientes não tratados estão expostos à um risco de quase 30% de um novo acidente vascular cerebral (AVC) em dois anos.

Tipos de Tratamento
Tratamento cirúrgico convencional (endarterectomia ): Sob anestesia geral é realizado uma incisão ( corte ) no pescoço seguido de exposição e abertura da artéria carótida com retirada da placa aterosclerótica. Para qua a carótida seja manipulada se realiza a interrupção da circulação na artéria por alguns minutos para que seja instalado um by-pass de alto fluxo. Os benefícios da cirurgia da carótida foram demonstrados no estudo NASCET.
É importante ressaltar que o estudo NASCET foi realizado em lesões localizadas na carótida cervical ao nível da bifurcação. Lesões em outros segmentos são de difícil acesso à cirurgia e devem ser tratadas por método endovascular.

Tratamento endovascular (Angioplastia com Stent): Na angioplastia com stent um cateter ( tubo plástico ) é introduzido por punção na artéria femural na região da virilha sobe anestesia local.É pelo interior deste cateter que será introduzido o filtro de proteção, o blão de angioplastia e finalmente o stent.O procedimento é indolor e realizado sem necessidade de anestesia geral que tem a vantagem da monitoração constante do paciente.

O cateter é guiado até a carótida cervical ( pescoço ) onde um filtro protetor com aspecto de guarda-chuva é introduzido além do ponto de estreitamento por intermédio de um micro-cateter. A função do filtro é capturar qualquer resíduo que possa se soltar durante a dilatação da placa aterosclerótica. A seguir é colocado uma armação tubular metálica flexível e delicada ( stent ) no local do estreitamento seguido da dilatação e abertura com um balão. A função do stent é evitar que artéria se estreite além de realizar a cobertura da placa aterosclerótica.
Com o passar do tempo o stent é coberto totalmente por um novo endotélio e a luz da artéria fica com calibre normal e não mais exposta à placa de gordura.

Vantagens do tratamento endovascular por Angioplastia e Stent:
- Anestesia local;
- Tempo de hospitalização curto com retorno rápido às atividades normais;
- Não existe lesões de nervos;
- Mínima possibilidade de hematomas ou infecção;
 


Qual o médico que deve realizar o tratamento endovascular na carótida (angioplastia e stent)?
A estenose da carótida se acompanha frequentemente de uma anatomia vascular tortuosa onde o médico deve ter habilidades específicas para o manejo de cateteres neste ambiente. O médico mais preparado para o procedimento endovascular é sem dúvida o Neurorradiologista Intervencionista porque é o único que realiza procedimentos na circulação cerebral diariamente. Adicione-se a isto o fato de que em caso de liberação acidental de um êmbolo na circulação cerebral o Neurorradiologista Intervencionista possui as condições necessárias de reconhecer e realizar o procedimento de resgate no mesmo momento.